Monumentos

Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa





Capela de Nossa Sra. do Carmo ou Capela de São João de Mocharro

Este templo foi edificado, provavelmente, no século XIV, tendo sido sede de paróquia até ao século XVII. Era então conhecida pelo nome de Capela de São João de Mocharro.

Trata-se de uma Capela de características góticas que apresenta um portal de vão em arco quebrado, com arquivoltas assentes em colunas cilíndricas embebidas por capiteis fitomórficos.

No interior, o templo apresenta uma nave única com tecto de madeira que abre para a capela-mor através de um arco triunfal em arco pleno.

A história da igreja de Nossa Senhora do Carmo, foi outrora dedicada a São João Baptista, perde-se no tempo.

A tradição diz ter existido neste mesmo local um templo dedicado a Júpiter. Embora as evidências arqueológicas não tenham ainda confirmado esta hipótese, nada aponta, porém, em sentido contrário. Certo é que no período islâmico aqui existia uma comunidade cristã com a sua igreja dedicada a São João Baptista, devoção muito característica entre os moçárabes.

No início da reconquista esta igreja foi reparada ou reconstruída, sobrevivendo do seu passado românico apenas uma pequena porta no alçado Norte. Também nos séculos XIV e XV a igreja sofreu grandes obras, mas gradualmente a sua periferia urbana se foi desfazendo. Grande parte das actividades que sustentavam a comunidade do Mocharro estavam ligadas à Lagoa. Com o seu recuo natural e o assoreamento artificial feito no século XVI, muitas pessoas deverão ter-se deslocado para as localidades de Arelho e Santa Rufina, nas margens da Lagoa.

Em 1636 a Paróquia e Colegiada de São João pediram à Misericórdia de Óbidos o empréstimo da capela de S. Vicente, que antigamente dava apoio ao hospital dos gafos. Anuindo ao pedido, a paróquia instalou-se nesse templo, permanecendo aí até à sua extinção no séc. XIX.

Também no século XVII a igreja de São João adoptou novo orago, ficando dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

Desta igreja, hoje parcialmente reabilitada depois de mais de meio século de abandono e ruína, subsiste uma excelente imagem de São João Baptista, produzida em Coimbra no século XV; e a imagem de Nossa Senhora do Carmo, de 1636, oferecida pelo 1.º conde de Óbidos, D. Vasco de Mascarenhas.

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